Eu criei esse blog pra organizar as minhas notícias e ficar por dentro de tudo, só que do meu jeito. E se eu tiver sorte, este não vai ser divulgado e muito menos cair em mãos de qualquer um. A propósito... Quem sou eu? Isso não é da sua conta. Xoxo.
domingo, 13 de junho de 2010
ELIANE GIARDINI
Eliane Giardini começou sua carreira aos 17 anos no filme O Salário da Morte, dirigido pelo tio de nome Linduarte Noronha, na Paraíba. Depois fez teatro amador em sua cidade Natal, Sorocaba (SP), até que ingressou na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, onde namorou com o colega de curso, Paulo Betti, com quem se casou. Consagrou-se na novela Renascer, da Rede Globo, com a personagem Dona Patroa e repetiu o sucesso em 1997, como a sedutora Santinha, em A Indomada, no mesmo ano em que recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Gramado, pela atuação em O Amor Está no Ar. Depois de 25 anos de casamento, se separou do ator Paulo Betti e continuou fazendo sucesso, como em O Clone, quando foi agraciada pela APCA com o prêmio de Melhor Atriz do Ano, e na minissérie A Casa das Sete Mulheres, cujo desempenho como a Caetana lhe rendeu o troféu de Melhor Atriz de Teledramaturgia no Prêmio Qualidade Brasil 2003. Em 2005, na novela América, ela viveu mais uma personagem marcante: a Dona Neuta, uma viúva que despertava grandes paixões.
Frases.
''A beleza é o resultado de uma vida feliz. ''
''É a primeira vez que eu caso em novela. Sempre venho com a família pronta. Obs.: Acerca do casamento de Janete em 'Andando nas Nuvens' .''
''Outro dia estavam fazendo uma reportagem sobre filhas que usam as roupas das mães e descobriram que sou eu quem abuso do guarda-roupa delas.''
''Sofri muito por não fazer sucesso. Ser casada com alguém da mesma profissão que se dá superbem é horrível. ''
''Qualquer mãe acaba por ser condescendente com os seus filhos. Por mais que eles chorem, gritem ou se aborreçam, a mãe vai estar sempre ao lado deles, aconteça o que acontecer. Eu confesso que sou exageradamente uma supermãe!''
''Um pensamento muito disseminado nos meios intelectuais é que o mundo está perdido e que nada vale a pena. Esta é uma atitude paralisante e de repente nos surpreendemos em ver tanta gente envolvida em ajudar. Acho que a parte espiritual é a única solução para o mundo. À medida em que as pessoas descobrirem que tudo o que fazem ao próximo será para elas mesmas, o Planeta terá seu futuro garantido.''
''Detesto clima, detesto bico. Vou logo cutucar para ver o que há. O melhor é a gente dizer o que sente, em qualquer situação, entre mãe e filha, no trabalho, em tudo na vida.''
''Sempre que me chamam para um trabalho, morro de curiosidade para saber que imagem estão projetando de mim naquele momento.''
''Quando se descasa, deixa-se de ser a mãe para ser também a mulher solteira.''
''Paixão consome e acaba. O amor não; permanece.''
''Fui feia quando criança, nunca me achei bonita.''
''É desafiador, é claro que procurarei trabalhar nas razões para essa mulher ser tão má, e assim o trabalho fica mais humano. Ninguém é mau porque quer, não é mesmo. As vezes a vida destempera, e é isso que é bonito mostrar. Obs.: Acerca de seu personagem, Nazira, em 'O Clone'.''
''Não prefiro fazer novela, ou cinema, ou minissérie ou teatro. Gostoso é poder lidar com todas as linguagens, poder participar dos mais variados tipos de trabalhos, porque no final das contas, o mais importante é fazer um bom trabalho.''
''A primeira vez que fui a praia, me senti uma orca: branca e gorda.''
''Às vezes estou com 2 quilos a mais ou 3 a menos. Mas como não sou sex-symbol, está bom.''
''Uma vez briguei no supermercado por causa de um peixe. No final peguei o peixe e o coloquei dentro da bolsa da mulher com quem discutia.''
''Sempre fui muito certinha.''
''Descobri uma feminilidade que não imaginava ter.''
''Há alguns anos, o casamento era um fator de dependência para a mulher, que era quase um animal doméstico.''
''Na primeira novela que fiz, me apaixonei pelo galã.''
''É a primeira vez que eu caso em novela. Sempre venho com a família pronta. Obs.: Acerca do casamento de Janete em 'Andando nas Nuvens' .''
''Outro dia estavam fazendo uma reportagem sobre filhas que usam as roupas das mães e descobriram que sou eu quem abuso do guarda-roupa delas.''
''Sofri muito por não fazer sucesso. Ser casada com alguém da mesma profissão que se dá superbem é horrível. ''
''Qualquer mãe acaba por ser condescendente com os seus filhos. Por mais que eles chorem, gritem ou se aborreçam, a mãe vai estar sempre ao lado deles, aconteça o que acontecer. Eu confesso que sou exageradamente uma supermãe!''
''Um pensamento muito disseminado nos meios intelectuais é que o mundo está perdido e que nada vale a pena. Esta é uma atitude paralisante e de repente nos surpreendemos em ver tanta gente envolvida em ajudar. Acho que a parte espiritual é a única solução para o mundo. À medida em que as pessoas descobrirem que tudo o que fazem ao próximo será para elas mesmas, o Planeta terá seu futuro garantido.''
''Detesto clima, detesto bico. Vou logo cutucar para ver o que há. O melhor é a gente dizer o que sente, em qualquer situação, entre mãe e filha, no trabalho, em tudo na vida.''
''Sempre que me chamam para um trabalho, morro de curiosidade para saber que imagem estão projetando de mim naquele momento.''
''Quando se descasa, deixa-se de ser a mãe para ser também a mulher solteira.''
''Paixão consome e acaba. O amor não; permanece.''
''Fui feia quando criança, nunca me achei bonita.''
''É desafiador, é claro que procurarei trabalhar nas razões para essa mulher ser tão má, e assim o trabalho fica mais humano. Ninguém é mau porque quer, não é mesmo. As vezes a vida destempera, e é isso que é bonito mostrar. Obs.: Acerca de seu personagem, Nazira, em 'O Clone'.''
''Não prefiro fazer novela, ou cinema, ou minissérie ou teatro. Gostoso é poder lidar com todas as linguagens, poder participar dos mais variados tipos de trabalhos, porque no final das contas, o mais importante é fazer um bom trabalho.''
''A primeira vez que fui a praia, me senti uma orca: branca e gorda.''
''Às vezes estou com 2 quilos a mais ou 3 a menos. Mas como não sou sex-symbol, está bom.''
''Uma vez briguei no supermercado por causa de um peixe. No final peguei o peixe e o coloquei dentro da bolsa da mulher com quem discutia.''
''Sempre fui muito certinha.''
''Descobri uma feminilidade que não imaginava ter.''
''Há alguns anos, o casamento era um fator de dependência para a mulher, que era quase um animal doméstico.''
''Na primeira novela que fiz, me apaixonei pelo galã.''
Eliane Giardini comenta com bom humor esse difícil convívio
Na maioria das vezes, os brasileiros têm uma relação de amor e ódio com suas sogras. Mas, na cultura indiana, esse convívio é ainda mais destacado. Em “Caminho das Índias”, Indira vive os dois lados desse conflito no mesmo ambiente familiar. Ela é sogra de Maya e Surya e, ao mesmo tempo, é nora da temida Laksmi. Indira é muitas vezes humilhada pela sogra, mas nem por isso trata as noras de uma forma melhor. Eliane Giardini diz que se diverte com essas trocas de farpas de um lado e de outro. A atriz também comenta o prazer de fazer parte do núcleo indiano da novela. Para ela, essa é uma experiência única, mas que a aproxima de suas raízes italianas. Confira o que Eliane contou na entrevista abaixo!
A sogra Eliane
“Eu não tenho noras, mas, se tivesse, não agiria da mesma maneira que a Indira. Essa tradição de que toda a família indiana tem que morar na mesma casa é o que mais agrava a relação de sogras e noras. Isso é pouco comum aqui no Brasil. Esse método pode até estreitar os laços familiares, mas também causa mais brechas para as intromissões alheias. A individualidade quase não conta. Na novela, esse convívio é um ponto a mais, para provocar a crise e dar um tom de comédia. Mas como a Indira ‘pegou’ para o público, acredito que o personagem tenha grande identificação aqui no país”.
Relação entre Laksmi e Indira
“Acho que não terá um alivio nessa relação. Pode ser que melhore um dia ou dois, mas rapidamente volta ao bom e velho padrão. Já está estabelecido que a relação entre nora e sogra na Índia seja assim. Acredito que seja algo bem característico daquele país”.
Como é interpretar uma indiana?
“Não acho que estou interpretando uma indiana. Meu papel é mais de mãe, sogra e esposa. A Indira tem muitas características parecidas com as minhas referências italianas”.
Expressões em híndi
“Muitas vezes eu me pego falando as expressões fora de cena. Na minha casa as pessoas falam até mais. Sempre gostam de brincar com essas expressões. Com tudo isso, adoro estar nesta novela. Gosto muito de estar no núcleo indiano, que é um barato total”.
Indianos x brasileiros
“A maior diferença entre brasileiros e indianos está no comportamento. Mas dentro do ambiente familiar, as coisas são bem parecidas nos dois povos”.
A sogra Eliane
“Eu não tenho noras, mas, se tivesse, não agiria da mesma maneira que a Indira. Essa tradição de que toda a família indiana tem que morar na mesma casa é o que mais agrava a relação de sogras e noras. Isso é pouco comum aqui no Brasil. Esse método pode até estreitar os laços familiares, mas também causa mais brechas para as intromissões alheias. A individualidade quase não conta. Na novela, esse convívio é um ponto a mais, para provocar a crise e dar um tom de comédia. Mas como a Indira ‘pegou’ para o público, acredito que o personagem tenha grande identificação aqui no país”.
Relação entre Laksmi e Indira
“Acho que não terá um alivio nessa relação. Pode ser que melhore um dia ou dois, mas rapidamente volta ao bom e velho padrão. Já está estabelecido que a relação entre nora e sogra na Índia seja assim. Acredito que seja algo bem característico daquele país”.
Como é interpretar uma indiana?
“Não acho que estou interpretando uma indiana. Meu papel é mais de mãe, sogra e esposa. A Indira tem muitas características parecidas com as minhas referências italianas”.
Expressões em híndi
“Muitas vezes eu me pego falando as expressões fora de cena. Na minha casa as pessoas falam até mais. Sempre gostam de brincar com essas expressões. Com tudo isso, adoro estar nesta novela. Gosto muito de estar no núcleo indiano, que é um barato total”.
Indianos x brasileiros
“A maior diferença entre brasileiros e indianos está no comportamento. Mas dentro do ambiente familiar, as coisas são bem parecidas nos dois povos”.
Eliane Giardini está apaixonada por Tarsila
Desde que começou a mergulhar no universo de Tarsila do Amaral, sua personagem em Um Só Coração, Eliane Giardini não pára de pensar na quantidade de histórias que poderiam ser escritas sobre a pintora. Na opinião da atriz, a vida de Tarsila preencheria, sozinha, "umas dez minisséries". "Ela tem uma luz própria impressionante", avalia Eliane.
Exageros à parte, o fato é que a atriz vai continuar na pele da pintora depois do final da minissérie, e numa história só para ela. A autora de Um Só Coração, Maria Adelaide Amaral, convidou Eliane para estrelar a nova temporada de Tarsila, espetáculo que chegou a ocupar os palcos paulistanos por um mês e meio, com Esther Góes no papel-título. "Quando ela me convidou para a minissérie, já me deu a peça para ler e achei fantástica", comemora Eliane, que deve estrear o trabalho em maio.
Em função de Tarsila, a atriz se aventurou pela primeira vez com telas, pincéis e tintas. E jura ter se saído bem. "A professora insistiu para que eu continuasse as aulas", conta, orgulhosa. Suas pretensões, no entanto, não vão além do desejo de apresentar um trabalho o mais completo possível. Ela faz questão de dizer que não precisa de dublê nas cenas em que aparece pintando. E lamenta que o público talvez não perceba que são dela os traços que aparecem rascunhados por Tarsila. Aliás, colegas de cena, como José Rubens Chachá, que interpreta Oswald de Andrade, são os primeiros a duvidar. "Outro dia, estava desenhando com carvão e ele veio me perguntar se eu estava cobrindo os traços já feitos por alguém", comenta, aos risos.
Quais são as principais particularidades de interpretar uma personagem histórica?As diferenças são enormes. Temos uma liberdade muito maior ao fazer personagens dos quais as pessoas não têm nenhum resíduo no imaginário. Ao interpretar uma personagem real, fico um pouco engessada. Ao mesmo tempo, não temos muitos registros da Tarsila, a não ser os auto-retratos e as fotografias, que são coisas estáticas. Então, não posso fazer um trabalho como gostaria, de me aproximar não só fisicamente, mas também do temperamento dela, do jeito de ser, de falar, de caminhar.
Quais foram suas principais preocupações para não "trair" a essência da personagem?
Ela tem uma personalidade muito rica e preciso fazer escolhas o tempo todo. Gostaria, por exemplo, de fazê-la um pouco mais sofisticada, mas isso comprometeria a naturalidade. Ela era extremamente educada, imagino que não falasse alto, que se sentasse bem, não se "jogasse" nos lugares. Ao mesmo tempo, acho que os modernistas quebraram um pouco com tudo isso, tinham uma cabeça muito aberta. Então tento mostrar os dois lados: era uma mulher criada numa sociedade patriarcal, educada para ser dona-de-casa, mas falava várias línguas, casou, separou, foi para a Europa...
Esta aparente contradição foi o que mais atraiu você na personagem?
O mais fantástico é que ela rompeu todos os padrões da época sem fazer barulho. Sempre fez tudo o que quis - casou duas vez, "amigou" outras duas, o último marido era um rapaz com mais de 20 anos a menos que ela... Tudo isso dentro da alta sociedade, que é o lugar mais cheio de preconceitos e limites. E ela nunca foi banida, muito pelo contrário, era extremamente bem-vinda onde estivesse.
Você tem alguma predileção por minisséries?
Na realidade, gosto muito da falta de definição dos personagens de novela. Gosto de brincar com isso, de saber que o personagem pode ir para qualquer lugar. Na minissérie, já conhecemos a trajetória do personagem do início ao fim, não dá muito para fugir daquilo, sobretudo no caso de personagens históricos. Ao mesmo tempo, tem um requinte de produção que é incrível.
Você gosta de se sentir responsável pelos rumos de seus personagens nas novelas?
É isso. Nas minisséries, a gente já pega os personagens resolvidos, para o bem ou para o mal. Já em novelas sempre é possível injetar uma energia. Costumo dizer que a gente nunca deve recusar um papel em novela. É como uma corrida de São Silvestre: colocam todo mundo lá e dão a largada. Quem tiver resistência, conseguir correr bem e não se esgotar, chega. Porque a história da heroína se esgota e o autor vai ter de ir para algum lugar. Então há sempre muitas possibilidades. A não ser que o autor desista de escrever para o artista. Aí é melhor pedir para sair.
Exageros à parte, o fato é que a atriz vai continuar na pele da pintora depois do final da minissérie, e numa história só para ela. A autora de Um Só Coração, Maria Adelaide Amaral, convidou Eliane para estrelar a nova temporada de Tarsila, espetáculo que chegou a ocupar os palcos paulistanos por um mês e meio, com Esther Góes no papel-título. "Quando ela me convidou para a minissérie, já me deu a peça para ler e achei fantástica", comemora Eliane, que deve estrear o trabalho em maio.
Em função de Tarsila, a atriz se aventurou pela primeira vez com telas, pincéis e tintas. E jura ter se saído bem. "A professora insistiu para que eu continuasse as aulas", conta, orgulhosa. Suas pretensões, no entanto, não vão além do desejo de apresentar um trabalho o mais completo possível. Ela faz questão de dizer que não precisa de dublê nas cenas em que aparece pintando. E lamenta que o público talvez não perceba que são dela os traços que aparecem rascunhados por Tarsila. Aliás, colegas de cena, como José Rubens Chachá, que interpreta Oswald de Andrade, são os primeiros a duvidar. "Outro dia, estava desenhando com carvão e ele veio me perguntar se eu estava cobrindo os traços já feitos por alguém", comenta, aos risos.
Quais são as principais particularidades de interpretar uma personagem histórica?As diferenças são enormes. Temos uma liberdade muito maior ao fazer personagens dos quais as pessoas não têm nenhum resíduo no imaginário. Ao interpretar uma personagem real, fico um pouco engessada. Ao mesmo tempo, não temos muitos registros da Tarsila, a não ser os auto-retratos e as fotografias, que são coisas estáticas. Então, não posso fazer um trabalho como gostaria, de me aproximar não só fisicamente, mas também do temperamento dela, do jeito de ser, de falar, de caminhar.
Quais foram suas principais preocupações para não "trair" a essência da personagem?
Ela tem uma personalidade muito rica e preciso fazer escolhas o tempo todo. Gostaria, por exemplo, de fazê-la um pouco mais sofisticada, mas isso comprometeria a naturalidade. Ela era extremamente educada, imagino que não falasse alto, que se sentasse bem, não se "jogasse" nos lugares. Ao mesmo tempo, acho que os modernistas quebraram um pouco com tudo isso, tinham uma cabeça muito aberta. Então tento mostrar os dois lados: era uma mulher criada numa sociedade patriarcal, educada para ser dona-de-casa, mas falava várias línguas, casou, separou, foi para a Europa...
Esta aparente contradição foi o que mais atraiu você na personagem?
O mais fantástico é que ela rompeu todos os padrões da época sem fazer barulho. Sempre fez tudo o que quis - casou duas vez, "amigou" outras duas, o último marido era um rapaz com mais de 20 anos a menos que ela... Tudo isso dentro da alta sociedade, que é o lugar mais cheio de preconceitos e limites. E ela nunca foi banida, muito pelo contrário, era extremamente bem-vinda onde estivesse.
Você tem alguma predileção por minisséries?
Na realidade, gosto muito da falta de definição dos personagens de novela. Gosto de brincar com isso, de saber que o personagem pode ir para qualquer lugar. Na minissérie, já conhecemos a trajetória do personagem do início ao fim, não dá muito para fugir daquilo, sobretudo no caso de personagens históricos. Ao mesmo tempo, tem um requinte de produção que é incrível.
Você gosta de se sentir responsável pelos rumos de seus personagens nas novelas?
É isso. Nas minisséries, a gente já pega os personagens resolvidos, para o bem ou para o mal. Já em novelas sempre é possível injetar uma energia. Costumo dizer que a gente nunca deve recusar um papel em novela. É como uma corrida de São Silvestre: colocam todo mundo lá e dão a largada. Quem tiver resistência, conseguir correr bem e não se esgotar, chega. Porque a história da heroína se esgota e o autor vai ter de ir para algum lugar. Então há sempre muitas possibilidades. A não ser que o autor desista de escrever para o artista. Aí é melhor pedir para sair.
Sorocabana Eliane Giardini aproveita a maturidade
A sorocabana Eliane Giardini (foto) brinca que sempre que recebe um convite de Glória Perez para atuar, aceita sem saber o que vai fazer. A intérprete da zelosa Indira de “Caminho das Índias” já soma seis trabalhos com a autora, quase todos com papéis de destaque. Por isso mesmo, não se incomodou com as supostas semelhanças entre o trabalho atual e a inesquecível Nazira, solteirona marroquina que interpretou em “O Clone”. Aos 56 anos, ela também atribui à maturidade a segurança que vem sentindo. “A experiência leva a gente à tranquilidade. Você passa muitas vezes pelo mesmo lugar, já sabe maneiras de se virar bem”, filosofa.
Eliane Giardini fala de sua bipolaridade artística
Não é de hoje que Eliane Giardini demonstra saber tirar proveito dos personagens exóticos - todas mulheres exageradas e de muita personalidade - que vive nas novelas de Glória Perez. A atriz, que se diz "uma pessoa básica" em seu cotidiano, é destaque agora em "Caminho das Índias" como a mãe passional capaz de deixar filhos, marido, sogra e noras em polvorosa com suas greves de fome e ameaças de ingestão de veneno. Indira é mais um dos tipos populares vividos por Eliane no horário nobre. Aos 56 anos, a atriz se diverte com tudo - até com as cenas em que se arrisca na dança indiana -, mas diz não abrir mão do que considera uma de suas marcas: transitar também por trabalhos mais requintados - e feitos de forma quase artesanal - como a microssérie "Capitu", sua empreitada anterior na TV, exibida no fim do ano passado. - Os meus trabalhos atendem a uma demanda interna que tenho. É uma bipolaridade artística. Gosto de fazer coisas sofisticadas na TV, mas me divirto e fico muito à vontade numa novela da Glória - garante Eliane, que já viveu memoráveis personagens da autora, como a cigana Lola de "Explode coração", a marroquina Nazira de "O clone" e a viúva Neuta de "América". - Trabalho de forma pendular. Tem momentos em que quero mesmo fazer uma novela das oito, popularíssima, vista por milhões. O que não impede a atriz, no exemplo recente de "Capitu", de se enfurnar num galpão do Centro do Rio, durante meses, para se dedicar a oficinas de corpo e voz da microssérie dirigida por Luiz Fernando Carvalho. Na obra baseada em "Dom Casmurro", clássico de Machado de Assis, Eliane interpretou a controladora Dona Glória Santiago, mãe de Bentinho, e atuou ao lado de nomes ainda pouco conhecidos na TV.
- Sou uma pessoa muito básica na vida e gosto de fazer essas mulheres exageradas, que me levem para bem longe - completa. A capacidade de encarnar personagens tão distintos é reconhecida pelos amigos e companheiros de profissão. - Eliane é uma atriz que transita por onde tiver que transitar, que entra no universo de qualquer autor - constata a atriz Ana Beatriz Nogueira, também no ar em "Caminho das Índias", e amiga de Eliane desde que as duas atuaram juntas na peça "Memória da água", no começo desta década. - Ali ficamos amigas para sempre. Lembro até hoje de um ataque de riso que tivemos, na cena do funeral da mãe das personagens, quando troquei as bolas no texto - entrega a intérprete de Ilana na trama das 21h. - Eliane tem um senso de humor maravilhoso e é uma atriz que conhece muito bem o universo da Glória. Ela ajuda você em cena. Entro no set seguro quando sei que irei contracenar com ela - afirma Rodrigo Lombardi, que vive Raj, um dos filhos de Eliane na novela. Fã de seriados de ficção científica como "Lost" e "Fringe", Eliane Teresinha Giardini recebeu a Revista da TV em seu apartamento, em Ipanema, onde mora com a cadela Amora, da raça labrador. É lá que a atriz, inscrita agora num curso de ciências e física, recebe amigos e toma café da manhã todos os dias com as filhas Juliana, de 32 anos, e Mariana, de 28. - As duas estão casadas, mas cada uma mora em uma esquina perto aqui de casa. Temos uma relação leve, de parceria - conta a atriz, que agora está montando o curta-metragem "Filtro de papel", dirigido por ela e a filha caçula. Pai das filhas da atriz, com quem foi casado por mais de 20 anos, Paulo Betti começou a carreira junto com Eliane - os dois são de Sorocaba, no interior de São Paulo. - Fizemos teatro amador em Sorocaba. Além de muito bonita, Eliane sempre foi muito talentosa, tinha essa coisa de grande atriz desde o começo. Eliane é também uma mulher muito na dela, recatada, que não faz nada para agradar aos outros - conta Paulo. Apesar de ser completamente diferente de Indira, Eliane se inspira na própria família para interpretar a indiana. - Eu não penso que estou fazendo uma mãe indiana. Faço uma mãe como as da minha família, de origem italiana, que têm um sentido muito grande de tribo. Eu também cresci dessa forma - conta a atriz. - Indira é quase um ideal feminino. Tem três filhos homens, uma filha mais nova que é a cereja do bolo, uma sogra, mas ela também é sogra... - enumera.
A personagem é severa com a nora Surya (Cléo Pires), mas também amarga uma relação difícil com Laksmi (Laura Cardoso), mãe de seu marido Opash (Tony Ramos). Eliane, atualmente solteira, destaca a riqueza dessas relações familiares. - Na Índia existem até realities shows sobre noras e sogras. A mãe e a esposa são entidades muito fortes na vida de um homem. Cada uma quer marcar o seu território. Engraçado é que em "Capitu" também vivi isso - relaciona a atriz. Eliane adora gravar as movimentadas cenas da casa de Indira, fala do prazer de contracenar com os atores do seu núcleo, mas confessa que as sequencias da família dão um trabalho danado. - É um cenário beeem complicado, com muita gente e várias coisas acontecendo ao mesmo tempo. Ali só tem fera. É uma loucura - diz, enfatizando bem essa última palavra. Tony Ramos, que contracena com Eliane pela primeira vez, está admirado: - Pude descobrir de perto a grande atriz que ela é: consciente de sua profissão e de seu personagem - elogia o ator. Quem já viu Eliane em cena sabe que a atriz demonstra domínio sobre o que faz. Ela, porém, admite seguir mais a intuição ao interpretar mulheres tão distantes como uma indiana. - Eu não tenho muito a preocupação de composição de personagem para as novelas. Acho que ao longo dos anos você vai criando uma persona e as pessoas sabem onde você pode transitar ou não. Mas eu participei dos workshops da novela. Afinal, aquilo não é um baile à fantasia. Eu sei o que estou representando e precisei entender o fundamento de cada gesto. Tik, tik, concordariam os indianos da novela.
- Sou uma pessoa muito básica na vida e gosto de fazer essas mulheres exageradas, que me levem para bem longe - completa. A capacidade de encarnar personagens tão distintos é reconhecida pelos amigos e companheiros de profissão. - Eliane é uma atriz que transita por onde tiver que transitar, que entra no universo de qualquer autor - constata a atriz Ana Beatriz Nogueira, também no ar em "Caminho das Índias", e amiga de Eliane desde que as duas atuaram juntas na peça "Memória da água", no começo desta década. - Ali ficamos amigas para sempre. Lembro até hoje de um ataque de riso que tivemos, na cena do funeral da mãe das personagens, quando troquei as bolas no texto - entrega a intérprete de Ilana na trama das 21h. - Eliane tem um senso de humor maravilhoso e é uma atriz que conhece muito bem o universo da Glória. Ela ajuda você em cena. Entro no set seguro quando sei que irei contracenar com ela - afirma Rodrigo Lombardi, que vive Raj, um dos filhos de Eliane na novela. Fã de seriados de ficção científica como "Lost" e "Fringe", Eliane Teresinha Giardini recebeu a Revista da TV em seu apartamento, em Ipanema, onde mora com a cadela Amora, da raça labrador. É lá que a atriz, inscrita agora num curso de ciências e física, recebe amigos e toma café da manhã todos os dias com as filhas Juliana, de 32 anos, e Mariana, de 28. - As duas estão casadas, mas cada uma mora em uma esquina perto aqui de casa. Temos uma relação leve, de parceria - conta a atriz, que agora está montando o curta-metragem "Filtro de papel", dirigido por ela e a filha caçula. Pai das filhas da atriz, com quem foi casado por mais de 20 anos, Paulo Betti começou a carreira junto com Eliane - os dois são de Sorocaba, no interior de São Paulo. - Fizemos teatro amador em Sorocaba. Além de muito bonita, Eliane sempre foi muito talentosa, tinha essa coisa de grande atriz desde o começo. Eliane é também uma mulher muito na dela, recatada, que não faz nada para agradar aos outros - conta Paulo. Apesar de ser completamente diferente de Indira, Eliane se inspira na própria família para interpretar a indiana. - Eu não penso que estou fazendo uma mãe indiana. Faço uma mãe como as da minha família, de origem italiana, que têm um sentido muito grande de tribo. Eu também cresci dessa forma - conta a atriz. - Indira é quase um ideal feminino. Tem três filhos homens, uma filha mais nova que é a cereja do bolo, uma sogra, mas ela também é sogra... - enumera.
A personagem é severa com a nora Surya (Cléo Pires), mas também amarga uma relação difícil com Laksmi (Laura Cardoso), mãe de seu marido Opash (Tony Ramos). Eliane, atualmente solteira, destaca a riqueza dessas relações familiares. - Na Índia existem até realities shows sobre noras e sogras. A mãe e a esposa são entidades muito fortes na vida de um homem. Cada uma quer marcar o seu território. Engraçado é que em "Capitu" também vivi isso - relaciona a atriz. Eliane adora gravar as movimentadas cenas da casa de Indira, fala do prazer de contracenar com os atores do seu núcleo, mas confessa que as sequencias da família dão um trabalho danado. - É um cenário beeem complicado, com muita gente e várias coisas acontecendo ao mesmo tempo. Ali só tem fera. É uma loucura - diz, enfatizando bem essa última palavra. Tony Ramos, que contracena com Eliane pela primeira vez, está admirado: - Pude descobrir de perto a grande atriz que ela é: consciente de sua profissão e de seu personagem - elogia o ator. Quem já viu Eliane em cena sabe que a atriz demonstra domínio sobre o que faz. Ela, porém, admite seguir mais a intuição ao interpretar mulheres tão distantes como uma indiana. - Eu não tenho muito a preocupação de composição de personagem para as novelas. Acho que ao longo dos anos você vai criando uma persona e as pessoas sabem onde você pode transitar ou não. Mas eu participei dos workshops da novela. Afinal, aquilo não é um baile à fantasia. Eu sei o que estou representando e precisei entender o fundamento de cada gesto. Tik, tik, concordariam os indianos da novela.
Eliane Giardini se orgulha do corpão que tem
A atriz Eliane Giardini, a Caetana da minissérie A Casa das Sete Mulheres, revela à revista Boa Forma , de janeiro, que muito se orgulha do corpão que tem. Com quase cinquenta anos, ela conta que sua receita é simples: além de atividade física, mantém uma alimentação regular e equilibrada, com direito a cinco refeições diárias , à base de fibras, carboidratos e proteínas.
Entrevista com os atores da peça Tarsila
1- Secretaria Estadual da Educação - Contem-nos como foram conduzidas suas trajetórias no teatro. Que experiências, que vivências lhes deixaram marcas e influências e os levaram a optar pelo caminho do teatro?
Eliane Giardini - Eu comecei a fazer teatro aos 18 anos. Teatro amador. Desde muito pequena me interessava vivamente por tudo que dizia respeito à interpretação. Tive tias muito dramáticas, que adoravam declamar poesias e me ensinavam. Tive uma amiga cujo pai fazia teatro amador, eu adorava assistir aos ensaios e, como era muito pequena, assistia da coxia. Aos 17 anos, um tio chamado Solha, escritor, resolveu fazer um longa-metragem na Paraíba, estado onde morava e mora até hoje. Ele veio a São Paulo alugar equipamento, câmeras, etc. e me levou com ele. Fiz o filme, que se chama O Salário da Morte e na volta, já em Sorocaba, comecei a fazer teatro amador. Um ano depois, prestei vestibular para a Escola de Arte Dramática em São Paulo.
2- SEE - O que é preciso para fazer teatro?
Eliane Giardini - Em primeiro lugar, talento. Essa coisa invisível, indefinível, mas imprescindível; depois, vem o cultivo: as leituras, informação, observação, interesse, esforço e, acima de tudo, a persistência.
3- SEE - Como vocês vêem a relação da escola com o teatro?
Eliane Giardini - Deveria ser infinitamente maior e melhor. Eu tenho uma experiência muito particular. Quando já fazia teatro profissional em São Paulo, atuava no grupo "O Pessoal do Victor". Esse grupo foi contratado pela Unicamp, para o estudo e posterior criação de uma escola de arte dramática. Inicialmente fizemos cursos abertos para todos os estudantes, para tentar chegar a algum lugar. Noventa por cento dos nossos alunos trancaram matrícula porque nunca tinham se perguntado realmente o que queriam fazer da vida, vinham numa conduta robótica, selecionando profissões baseadas num desempenho de mercado. Aquela pequena crise foi desencadeada pelo exercício do conhecimento de si mesmo, de investigação de valores pessoais.
4- SEE - De que maneira o trabalho com a dramaturgia pode ajudar professores e alunos na sala de aula?
Eliane Giardini - O forte do teatro sempre foi a reflexão. Todos os grandes temas, as grandes dúvidas, os grandes amores, e as pequenas misérias, são e serão seus temas. E nada mais libertador do que assistir a um drama semelhante. Saber que faz parte da natureza humana. Fora isso, é um excelente treino de conduta em conjunto. No teatro, a equipe é um antídoto contra o individualismo.
5- SEE - Vocês gostariam de sugerir aos professores algumas orientações básicas para o trabalho com teatro, na escola?
Eliane Giardini - Teatro amador em escolas foi o caminho luminoso que eu segui, a ponte que me levou a uma escola de teatro e, daí, à profissionalização.
6- SEE - O que representa, para o elenco, interpretar os pioneiros do movimento artístico modernista brasileiro?
Eliane Giardini - É apaixonante. Além de serem gigantes e revolucionários, colocaram o Brasil no mapa-múndi através da arte. Evocar essas personagens, contar suas histórias pessoais, além de nos aumentar como seres humanos e brasileiros, nos dá uma noção muito clara de nossa história recente. Ajuda a cultivar memória.
7- SEE - Gostaríamos que vocês comentassem sobre a atualidade dessa peça, bem como sobre a relevância de se encená-la atualmente.
Eliane Giardini - Acho que a resposta já está acima.
8- SEE - Comentem, por favor, sobre as alterações que o modernismo trouxe; como ele alterou o panorama da cultura de nosso país, tornando-se um complexo movimento de renovação cultural da arte no Brasil.
Eliane Giardini - A grande alteração que o movimento trouxe foi a valorização do que era brasileiro. Numa época totalmente "europeizada", os olhares e interesses foram convergidos para o que era despudoradamente brasileiro.
9- SEE - Oswald de Andrade, no Manisfesto da "Poesia Pau-Brasil", assim falou sobre o teatro: "Ágil o teatro, filho do saltimbanco, Ágil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia. A poesia Pau-brasil. Ágil e cândida. Como uma criança ". O que vocês podem comentar sobre isso?
Eliane Giardini - Traduz bastante o espírito do movimento, a alegria da desconstrução do que era pesado e inatingível como a arte européia. Tudo novo, tudo ainda por fazer, por inventar, por desobedecer.
10- SEE - O movimento modernista influenciou a arte dramática do ponto de vista de renovação estética?
Eliane Giardini - Claro, os tropicalistas resgataram o movimento modernista nos anos 60, com a montagem pelo teatro Oficina do Rei da Vela, de Oswald de Andrade, surgiram grupos como o Arena e o Oficina.
11- SEE - Há diferenças no processo de construção da personagem na televisão e no teatro? Quais?
Eliane Giardini - Não vejo diferença na construção. Todos meus personagens são trabalhados intelectualmente da mesma maneira. A forma de expressão é que muda. A televisão pede uma interpretação menor, mais natural, com pouca movimentação, favorecendo a captação da imagem. No teatro somos como peixes que foram tirados do aquário e jogados ao mar.
12- SEE - Eliane Giardini, qual a característica principal da personalidade de Tarsila que você apreendeu para compor a personagem?
Eliane Giardini - Tarsila foi abordada, no teatro e na minissérie, no público e no privado. No público fica sua altivez, sua elegância, sua alegria e leveza. No privado procurei sublinhar sua auto-estima elevada, sua generosidade e sua disposição para ser feliz.
Eliane Giardini - Eu comecei a fazer teatro aos 18 anos. Teatro amador. Desde muito pequena me interessava vivamente por tudo que dizia respeito à interpretação. Tive tias muito dramáticas, que adoravam declamar poesias e me ensinavam. Tive uma amiga cujo pai fazia teatro amador, eu adorava assistir aos ensaios e, como era muito pequena, assistia da coxia. Aos 17 anos, um tio chamado Solha, escritor, resolveu fazer um longa-metragem na Paraíba, estado onde morava e mora até hoje. Ele veio a São Paulo alugar equipamento, câmeras, etc. e me levou com ele. Fiz o filme, que se chama O Salário da Morte e na volta, já em Sorocaba, comecei a fazer teatro amador. Um ano depois, prestei vestibular para a Escola de Arte Dramática em São Paulo.
2- SEE - O que é preciso para fazer teatro?
Eliane Giardini - Em primeiro lugar, talento. Essa coisa invisível, indefinível, mas imprescindível; depois, vem o cultivo: as leituras, informação, observação, interesse, esforço e, acima de tudo, a persistência.
3- SEE - Como vocês vêem a relação da escola com o teatro?
Eliane Giardini - Deveria ser infinitamente maior e melhor. Eu tenho uma experiência muito particular. Quando já fazia teatro profissional em São Paulo, atuava no grupo "O Pessoal do Victor". Esse grupo foi contratado pela Unicamp, para o estudo e posterior criação de uma escola de arte dramática. Inicialmente fizemos cursos abertos para todos os estudantes, para tentar chegar a algum lugar. Noventa por cento dos nossos alunos trancaram matrícula porque nunca tinham se perguntado realmente o que queriam fazer da vida, vinham numa conduta robótica, selecionando profissões baseadas num desempenho de mercado. Aquela pequena crise foi desencadeada pelo exercício do conhecimento de si mesmo, de investigação de valores pessoais.
4- SEE - De que maneira o trabalho com a dramaturgia pode ajudar professores e alunos na sala de aula?
Eliane Giardini - O forte do teatro sempre foi a reflexão. Todos os grandes temas, as grandes dúvidas, os grandes amores, e as pequenas misérias, são e serão seus temas. E nada mais libertador do que assistir a um drama semelhante. Saber que faz parte da natureza humana. Fora isso, é um excelente treino de conduta em conjunto. No teatro, a equipe é um antídoto contra o individualismo.
5- SEE - Vocês gostariam de sugerir aos professores algumas orientações básicas para o trabalho com teatro, na escola?
Eliane Giardini - Teatro amador em escolas foi o caminho luminoso que eu segui, a ponte que me levou a uma escola de teatro e, daí, à profissionalização.
6- SEE - O que representa, para o elenco, interpretar os pioneiros do movimento artístico modernista brasileiro?
Eliane Giardini - É apaixonante. Além de serem gigantes e revolucionários, colocaram o Brasil no mapa-múndi através da arte. Evocar essas personagens, contar suas histórias pessoais, além de nos aumentar como seres humanos e brasileiros, nos dá uma noção muito clara de nossa história recente. Ajuda a cultivar memória.
7- SEE - Gostaríamos que vocês comentassem sobre a atualidade dessa peça, bem como sobre a relevância de se encená-la atualmente.
Eliane Giardini - Acho que a resposta já está acima.
8- SEE - Comentem, por favor, sobre as alterações que o modernismo trouxe; como ele alterou o panorama da cultura de nosso país, tornando-se um complexo movimento de renovação cultural da arte no Brasil.
Eliane Giardini - A grande alteração que o movimento trouxe foi a valorização do que era brasileiro. Numa época totalmente "europeizada", os olhares e interesses foram convergidos para o que era despudoradamente brasileiro.
9- SEE - Oswald de Andrade, no Manisfesto da "Poesia Pau-Brasil", assim falou sobre o teatro: "Ágil o teatro, filho do saltimbanco, Ágil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia. A poesia Pau-brasil. Ágil e cândida. Como uma criança ". O que vocês podem comentar sobre isso?
Eliane Giardini - Traduz bastante o espírito do movimento, a alegria da desconstrução do que era pesado e inatingível como a arte européia. Tudo novo, tudo ainda por fazer, por inventar, por desobedecer.
10- SEE - O movimento modernista influenciou a arte dramática do ponto de vista de renovação estética?
Eliane Giardini - Claro, os tropicalistas resgataram o movimento modernista nos anos 60, com a montagem pelo teatro Oficina do Rei da Vela, de Oswald de Andrade, surgiram grupos como o Arena e o Oficina.
11- SEE - Há diferenças no processo de construção da personagem na televisão e no teatro? Quais?
Eliane Giardini - Não vejo diferença na construção. Todos meus personagens são trabalhados intelectualmente da mesma maneira. A forma de expressão é que muda. A televisão pede uma interpretação menor, mais natural, com pouca movimentação, favorecendo a captação da imagem. No teatro somos como peixes que foram tirados do aquário e jogados ao mar.
12- SEE - Eliane Giardini, qual a característica principal da personalidade de Tarsila que você apreendeu para compor a personagem?
Eliane Giardini - Tarsila foi abordada, no teatro e na minissérie, no público e no privado. No público fica sua altivez, sua elegância, sua alegria e leveza. No privado procurei sublinhar sua auto-estima elevada, sua generosidade e sua disposição para ser feliz.
Beleza

A atriz é uma boa fonte de conselhos quando o assunto é beleza. Ela é louca por doces, mas se controla em nome da boa forma.
Você é muito gulosa? Que tipo de culinária é a sua predileta?
Não diria que sou gulosa, mas gosto bastante de boa comida e não tenho culinária predileta. Gosto de tudo que é bom e bem feito.
Qual o prato que dá água na boca e faz você até se esquecer das calorias?
Sou louca por doces, mas tenho que me controlar. Às vezes, até como menos para não perder a sobremesa. Não cozinho nada.
Você já fez algum tipo de programa alimentar?
Meu programa alimentar é o do bom senso. Procuro comer tudo o que a gente sabe que é bom para a saúde e com moderação, assim não há nada proibido. Procuro também não jantar, mas não é sempre que se consegue.
Você treina? Que tipo de exercício faz para manter a forma? É acompanhada por um personal trainer?
Eu treino 4 vezes por semana com personal. Vario bastante para não ficar entediante. Faço massagens duas vezes por semana, variando também com drenagem linfática e aparelhos indermo.
Qual é o segredo para se manter sempre jovem?
Ainda não descobri. No meu caso treino a moderação, em tudo, no físico, na alimentação, no emocional e nas noitadas.
Como você se vê daqui a 20, 30 anos? Você tem medo de envelhecer?
Eu sou bastante otimista quanto ao futuro. São muitas as novidades e acredito que a velhice como a das nossas avós está cada vez mais distante. Eu sonho com uma vida longa, plena de saúde e lucidez. E trabalhando sempre, que é o que eu mais gosto de fazer.
Dizem que a melhor idade das mulheres é quando elas atingem os 40 anos.
Você se sentiu especialmente mais feminina depois dos 40? O que mudou?
O que eu sinto é que depois dos quarenta você vive uma nova adolescência, só que sem os problemas que costumam acompanhar essa fase, como insegurança vocacional, afetiva etc. É claro que você não tem mais aquela festa de hormônios da juventude, mas ganha em seletividade e segurança.
Em seus papéis na TV você passa sempre uma imagem equilibrada, sensata, muito segura de si. Você é pessoalmente assim?
Eu sou uma pessoa bastante racional e procuro manter o emocional sob controle. Acho que há uma defasagem entre esses dois mundos e um se beneficia bastante do outro, se houver uma boa medida. O emocional quase sempre é uma criança cheia de vontades, impulsiva, preguiçosa e pouca afeita aos limites. Eu procuro manter minha mente no controle, acho que até agora tem funcionado a contento.
Na idade da razão
Eliane Giardini, a Neuta de “América”, conta como se diverte no núcleo country da novela.
Enquanto dá entrevista no confortável apartamento onde mora, com vista da Praia de Ipanema, Zona Sul do Rio, Eliane Giardini presta atenção a tudo. Ao mesmo tempo em que toma o café da manhã, ela fala sobre a trajetória da sua viúva Neuta em “América”. Ao ver as filhas Mariana e Juliana saindo sem comer nada, encarna o típico papel de mãe e mostra-se preocupada. De perto, Eliane é o retrato da mulher brasileira que se modernizou com o passar dos anos. Cuida de casa, de si, dos filhos, trabalha fora e é bem-sucedida no que faz. Talvez por isso tenha tanto carisma junto ao público. A atriz atravessou a fronteira do tempo e fez da maturidade uma aliada de suas conquistas. “Existe o tempo cronológico, mas também o tempo de cada um, de cada coisa. Estou na idade em que tudo é permitido”, avalia Eliane, aos 51 anos.
Ao desfilar sua cobiçadíssima Neuta na tevê, Eliane acabou atraindo os olhares dos editores da Playboy, que a convidaram para posar nua. A atriz declinou da proposta, mas não deixou de sentir-se envaidecida. “O elogio já está feito. Não preciso fazer um ensaio para isso”, justifica Eliane, que ainda encontrou um motivo mais nobre para festejar o convite. “Todas as mulheres que estão na minha idade estão meio incluídas. É a prova de que essa faixa não exclui possibilidades”, teoriza.
Eliane pode estar certa. Afinal, ela própria só começou a despertar a atenção de produtores de elenco, autores, diretores e do público em 1993, quando conseguiu reverter um papel pequeno numa grande atuação na novela “Renascer”, na qual era a Dona Patroa. Na época, dizia para si mesma que, se não conseguisse legitimar seu talento na tevê, sairia de cena. Aos 40 anos, era conhecida apenas como a mulher do ator Paulo Betti - de quem se separou em 1997. “Eu achava que aos 40 já tinha que estar estabelecida. Mas foi um medo infundado”, admite.
Depois disso, a atriz não parou mais de aparecer na telinha. Só com Glória Perez, já são cinco novelas. Fato que a incentivou a topar o papel da viúva mais poderosa de Boiadeiros, fictícia cidade retratada na trama das oito da Globo. “Novela toma dez meses do nosso ano. Com todas as coisas que podem acontecer, a gente quer ter um pouco de segurança”, argumenta. A atriz conheceu Neuta logo depois de “O Clone”, na qual viveu a divertida Nazira. Numa viagem com Glória e Jayme Monjardim a Miami, Eliane teve um breve panorama do papel. “As mulheres da minha família são bem Neutas. Muito donas do pedaço, controladoras, fortes. Muito mais do que os homens”, descreve a atriz, que nasceu em Sorocaba, no seio de uma tradicional “famiglia” italiana.
Se Eliane já conhecia bem o universo da personagem, pouco sabia sobre os rodeios. “Nunca tinha visto um na vida. Mas o interior já estava no meu banco de dados. É bom porque não preciso controlar sotaque, trejeitos”, observa. É com o mesmo jeito franco e firme de Neuta falar, que ela discorre sobre o momento da personagem. E espera para os próximos capítulos cenas importantes com Bruno Gagliasso, que interpreta Júnior, o filho homossexual da fazendeira. “Acho que essa história pode trazer leveza para ela. Não sei como vai reagir ao descobrir que ele é gay, mas de repente isso faça a cabeça dela e passe a ser a glória”, especula a atriz, às gargalhadas.
É justamente por trazer reflexões à tona que Eliane goste tanto da personagem. “Às vezes, uma pessoa tem um problema e se tranca. Ao ver aquilo na novela, percebe que não está sozinho no barco, é quase uma libertação. Para mim a televisão em esse papel”, acredita a atriz, que troca experiências com Bruno so]bre a relação de mãe e filho que vivem na ficção. “Fiquei muito tocada com o talento dele. É interessado, atento e receptivo”, elogia o colega de cena, que também foi seu filho em “A Casa das Sete Mulheres”. A troca não acontece apenas com Bruno. Como participa de um núcleo jovem, Eliane se diverte bastante nas gravações das cenas ao lado de suas sobrinhas “marias breteiras”. “Pode perguntar qual é o estúdio mais animado da novela. Gravar com essa turma é uma delícia”, garante a atriz. E que ninguém duvide.
Enquanto dá entrevista no confortável apartamento onde mora, com vista da Praia de Ipanema, Zona Sul do Rio, Eliane Giardini presta atenção a tudo. Ao mesmo tempo em que toma o café da manhã, ela fala sobre a trajetória da sua viúva Neuta em “América”. Ao ver as filhas Mariana e Juliana saindo sem comer nada, encarna o típico papel de mãe e mostra-se preocupada. De perto, Eliane é o retrato da mulher brasileira que se modernizou com o passar dos anos. Cuida de casa, de si, dos filhos, trabalha fora e é bem-sucedida no que faz. Talvez por isso tenha tanto carisma junto ao público. A atriz atravessou a fronteira do tempo e fez da maturidade uma aliada de suas conquistas. “Existe o tempo cronológico, mas também o tempo de cada um, de cada coisa. Estou na idade em que tudo é permitido”, avalia Eliane, aos 51 anos.
Ao desfilar sua cobiçadíssima Neuta na tevê, Eliane acabou atraindo os olhares dos editores da Playboy, que a convidaram para posar nua. A atriz declinou da proposta, mas não deixou de sentir-se envaidecida. “O elogio já está feito. Não preciso fazer um ensaio para isso”, justifica Eliane, que ainda encontrou um motivo mais nobre para festejar o convite. “Todas as mulheres que estão na minha idade estão meio incluídas. É a prova de que essa faixa não exclui possibilidades”, teoriza.
Eliane pode estar certa. Afinal, ela própria só começou a despertar a atenção de produtores de elenco, autores, diretores e do público em 1993, quando conseguiu reverter um papel pequeno numa grande atuação na novela “Renascer”, na qual era a Dona Patroa. Na época, dizia para si mesma que, se não conseguisse legitimar seu talento na tevê, sairia de cena. Aos 40 anos, era conhecida apenas como a mulher do ator Paulo Betti - de quem se separou em 1997. “Eu achava que aos 40 já tinha que estar estabelecida. Mas foi um medo infundado”, admite.
Depois disso, a atriz não parou mais de aparecer na telinha. Só com Glória Perez, já são cinco novelas. Fato que a incentivou a topar o papel da viúva mais poderosa de Boiadeiros, fictícia cidade retratada na trama das oito da Globo. “Novela toma dez meses do nosso ano. Com todas as coisas que podem acontecer, a gente quer ter um pouco de segurança”, argumenta. A atriz conheceu Neuta logo depois de “O Clone”, na qual viveu a divertida Nazira. Numa viagem com Glória e Jayme Monjardim a Miami, Eliane teve um breve panorama do papel. “As mulheres da minha família são bem Neutas. Muito donas do pedaço, controladoras, fortes. Muito mais do que os homens”, descreve a atriz, que nasceu em Sorocaba, no seio de uma tradicional “famiglia” italiana.
Se Eliane já conhecia bem o universo da personagem, pouco sabia sobre os rodeios. “Nunca tinha visto um na vida. Mas o interior já estava no meu banco de dados. É bom porque não preciso controlar sotaque, trejeitos”, observa. É com o mesmo jeito franco e firme de Neuta falar, que ela discorre sobre o momento da personagem. E espera para os próximos capítulos cenas importantes com Bruno Gagliasso, que interpreta Júnior, o filho homossexual da fazendeira. “Acho que essa história pode trazer leveza para ela. Não sei como vai reagir ao descobrir que ele é gay, mas de repente isso faça a cabeça dela e passe a ser a glória”, especula a atriz, às gargalhadas.
É justamente por trazer reflexões à tona que Eliane goste tanto da personagem. “Às vezes, uma pessoa tem um problema e se tranca. Ao ver aquilo na novela, percebe que não está sozinho no barco, é quase uma libertação. Para mim a televisão em esse papel”, acredita a atriz, que troca experiências com Bruno so]bre a relação de mãe e filho que vivem na ficção. “Fiquei muito tocada com o talento dele. É interessado, atento e receptivo”, elogia o colega de cena, que também foi seu filho em “A Casa das Sete Mulheres”. A troca não acontece apenas com Bruno. Como participa de um núcleo jovem, Eliane se diverte bastante nas gravações das cenas ao lado de suas sobrinhas “marias breteiras”. “Pode perguntar qual é o estúdio mais animado da novela. Gravar com essa turma é uma delícia”, garante a atriz. E que ninguém duvide.
2002
ELIANE GIARDINI, atriz, 49 anos.
Plástica na barriga, lipoaspiração na barriga e na cintura, tratamento nos dentes – R$ 33 mil
Manutenção (por ano): ginástica com personal trainer e cremes – R$ 10 mil
São minoria aqueles que nascem com os dotes naturais da beleza física. A maioria aprende a valorizar as potencialidades e, com o tempo, vai retocando os pontos fracos. Em condições normais, as pessoas têm mais tempo e dinheiro a partir dos 35 anos, com os filhos criados e a situação financeira estabilizada. Aos 39, a atriz Eliane Giardini resolveu que era hora de cuidar da imagem. Havia feito uma plástica após o nascimento das duas filhas, mas não tinha sido suficiente. Então casada com o ator Paulo Betti, partiu para um tratamento com medicina ortomolecular, entrou numa dieta rigorosa e adotou a malhação. Depois de perder 11 quilos, fez lipoaspiração para tirar as gordurinhas localizadas na cintura e na barriga. Mais bonita, foi ganhando papéis de maior importância na TV. Separou-se e, pouco depois, gastou o equivalente a um carro em um tratamento ortodôntico radical. “Foi uma verdadeira arquitetura no meu sorriso”, reconhece. Atualmente, Eliane não se considera bonita, mas se sente inteira às vésperas de completar 50 anos. “Hoje em dia, não há mulher feia. Tudo é uma questão de recursos e bom senso.”
Plástica na barriga, lipoaspiração na barriga e na cintura, tratamento nos dentes – R$ 33 mil
Manutenção (por ano): ginástica com personal trainer e cremes – R$ 10 mil
São minoria aqueles que nascem com os dotes naturais da beleza física. A maioria aprende a valorizar as potencialidades e, com o tempo, vai retocando os pontos fracos. Em condições normais, as pessoas têm mais tempo e dinheiro a partir dos 35 anos, com os filhos criados e a situação financeira estabilizada. Aos 39, a atriz Eliane Giardini resolveu que era hora de cuidar da imagem. Havia feito uma plástica após o nascimento das duas filhas, mas não tinha sido suficiente. Então casada com o ator Paulo Betti, partiu para um tratamento com medicina ortomolecular, entrou numa dieta rigorosa e adotou a malhação. Depois de perder 11 quilos, fez lipoaspiração para tirar as gordurinhas localizadas na cintura e na barriga. Mais bonita, foi ganhando papéis de maior importância na TV. Separou-se e, pouco depois, gastou o equivalente a um carro em um tratamento ortodôntico radical. “Foi uma verdadeira arquitetura no meu sorriso”, reconhece. Atualmente, Eliane não se considera bonita, mas se sente inteira às vésperas de completar 50 anos. “Hoje em dia, não há mulher feia. Tudo é uma questão de recursos e bom senso.”
Entrevista de 2003
Nome completo: Eliane Teresinha Giardini
Aniversário: 20 de outubro
Signo: Libra
Onde nasceu: Sorocaba, interior de São Paulo
Como cuida do corpo: Faço ginástica e como em horários regulares. Evito carboidratos à noite e bebo água o dia inteiro.
O que faz para relaxar: Na verdade, não tenho muitos motivos para me estressar. Tenho uma situação de vida confortável e evito aborrecer-me. Quando estou cansada, tomo um banho e me deito. É uma sensação muito boa.
O que não falta na geladeira: Água de coco, iogurte e frutas.
Livro: 'Grande sertão: veredas', de João Guimarães Rosa.
Religião: Não tenho uma. Tenho muitas. Sou super interessada no assunto e vivo estudando. Da minha formação católica restou pouco e hoje em dia só aproveito o que cada uma tem que nos ensina a ter uma qualidade de vida melhor.
Parte do seu corpo que você mais gosta: Os olhos
Parte do corpo masculino de que mais gosta: O cérebro (risos). Já namorei homens horríveis que eu achava deslumbrantes. Um lindo pode desmoronar se não tiver inteligência.
Lugar para uma viagem romântica: Quando se está apaixonada, qualquer lugar. Veneza pode ser um fracasso se você estiver mal acompanhada.
Um drink para tomar a dois: Não sou uma mulher de drinks (risos). Para beber com alguém prefiro um vinho.
Já recebeu cantada de mulher? Já, algumas poucas. Mas sempre algo discreto. Nada ostensivo.
O melhor em ser solteira: Estou num momento bem prazeroso e curtindo estar solteira. Para eu namorar agora, tem que ser alguém que acrescente. Não estou a fim de fazer concessões. Estou adorando esta liberdade extrema de fazer o que quiser.
O pior em ser solteira: Às vezes a cama fica grande demais, né (risos)? Às vezes dá vontade de sentar num banco de pracinha ao lado de alguém legal.
Um ídolo: Não tenho um ídolo mas há pessoas que fazem a minha cabeça, como o dramaturgo Peter Brook, por exemplo. E admiro o Leonardo Boff e o Luís Fernando Verissimo.
Trabalho inesquecível: 'Renascer' foi um marco. Foi meu primeiro trabalho com o Luiz Fernando Carvalho, que eu adoro e foi com ele que fiquei mais conhecida, o que foi bom para meu trabalho.
Aniversário: 20 de outubro
Signo: Libra
Onde nasceu: Sorocaba, interior de São Paulo
Como cuida do corpo: Faço ginástica e como em horários regulares. Evito carboidratos à noite e bebo água o dia inteiro.
O que faz para relaxar: Na verdade, não tenho muitos motivos para me estressar. Tenho uma situação de vida confortável e evito aborrecer-me. Quando estou cansada, tomo um banho e me deito. É uma sensação muito boa.
O que não falta na geladeira: Água de coco, iogurte e frutas.
Livro: 'Grande sertão: veredas', de João Guimarães Rosa.
Religião: Não tenho uma. Tenho muitas. Sou super interessada no assunto e vivo estudando. Da minha formação católica restou pouco e hoje em dia só aproveito o que cada uma tem que nos ensina a ter uma qualidade de vida melhor.
Parte do seu corpo que você mais gosta: Os olhos
Parte do corpo masculino de que mais gosta: O cérebro (risos). Já namorei homens horríveis que eu achava deslumbrantes. Um lindo pode desmoronar se não tiver inteligência.
Lugar para uma viagem romântica: Quando se está apaixonada, qualquer lugar. Veneza pode ser um fracasso se você estiver mal acompanhada.
Um drink para tomar a dois: Não sou uma mulher de drinks (risos). Para beber com alguém prefiro um vinho.
Já recebeu cantada de mulher? Já, algumas poucas. Mas sempre algo discreto. Nada ostensivo.
O melhor em ser solteira: Estou num momento bem prazeroso e curtindo estar solteira. Para eu namorar agora, tem que ser alguém que acrescente. Não estou a fim de fazer concessões. Estou adorando esta liberdade extrema de fazer o que quiser.
O pior em ser solteira: Às vezes a cama fica grande demais, né (risos)? Às vezes dá vontade de sentar num banco de pracinha ao lado de alguém legal.
Um ídolo: Não tenho um ídolo mas há pessoas que fazem a minha cabeça, como o dramaturgo Peter Brook, por exemplo. E admiro o Leonardo Boff e o Luís Fernando Verissimo.
Trabalho inesquecível: 'Renascer' foi um marco. Foi meu primeiro trabalho com o Luiz Fernando Carvalho, que eu adoro e foi com ele que fiquei mais conhecida, o que foi bom para meu trabalho.
Profissões comuns marcam passado de atores famosos
Engraxate e bancário foram atividades de gente famosa
...Já Eliane Giardini se lembra mais das suas primeiras semanas como telefonista. Ela atendia às solicitações de telegrama fonado nacional ou internacional em uma agência dos Correios. Eliane não sabia muito bem inglês e por diversas vezes, não entendia o que as pessoas falavam ao telefone. Ela, então, tinha de pedir para os clientes soletrarem as palavras. Mesmo assim, isso ainda não era suficiente. "Depois do expediente, eu passava meia hora trancada no banheiro com um dicionário, corrigindo os telegramas", confessa...
O ex-marido de Eliane, Paulo Betti, também começou sua vida profissional em outra atividade. Ele trabalhou durante três anos como bancário. Paulo confessa que não gostava muito do que fazia, pois considerava muito burocrático. "A gente passava o ano inteiro tentando fechar o caixa para, no final, jogar tudo pela janela", brinca, referindo-se à tradicional chuva de papel picado que ocorre nos centros financeiros no último dia útil do ano. Outro que trabalhou em banco foi Malvino Salvador, o "estourado" Tobias, de "Cabocla", que passou um ano sendo caixa...
...Já Eliane Giardini se lembra mais das suas primeiras semanas como telefonista. Ela atendia às solicitações de telegrama fonado nacional ou internacional em uma agência dos Correios. Eliane não sabia muito bem inglês e por diversas vezes, não entendia o que as pessoas falavam ao telefone. Ela, então, tinha de pedir para os clientes soletrarem as palavras. Mesmo assim, isso ainda não era suficiente. "Depois do expediente, eu passava meia hora trancada no banheiro com um dicionário, corrigindo os telegramas", confessa...
O ex-marido de Eliane, Paulo Betti, também começou sua vida profissional em outra atividade. Ele trabalhou durante três anos como bancário. Paulo confessa que não gostava muito do que fazia, pois considerava muito burocrático. "A gente passava o ano inteiro tentando fechar o caixa para, no final, jogar tudo pela janela", brinca, referindo-se à tradicional chuva de papel picado que ocorre nos centros financeiros no último dia útil do ano. Outro que trabalhou em banco foi Malvino Salvador, o "estourado" Tobias, de "Cabocla", que passou um ano sendo caixa...
''Traição não destrói uma relação''
Depois de um casamento de 22 anos e um affair com um homem 18 anos mais jovem, a atriz não poderia estar mais resolvida quanto a futuros relacionamentos. E ela conta tudo pra gente...
Esses olhos verdes estão sem dono. Possessivos, burros e mal-humorados, não batam na porta da atriz Eliane Giardini, 54 anos. Ah, ela mora em Ipanema e sua filha mais jovem, Mariana, 26, está prestes a sair de casa. Mas a Pérola de Eterna Magia diz que a lua cheia não a faz subir pelas paredes. Está sozinha, não é de ficar - gosta de afeto na relação - e, atualmente, sexo não é fundamental em sua vida. Príncipe encantado? Só nas lembranças da adolescência. Essa cabeça Eliana adquiriu depois de experiências como uma longa e estável relação de 22 anos com o ator Paulo Betti, 54 - que conheceu aos 17 anos, foi o seu primeiro namorado e com quem tem duas filhas, Juliana, 30, e Mariana. Depois de se separar, em 1996, ela ainda teve um romance de um ano com o ator Ernani Jr., 35, 18 anos mais jovem que Eliane. "Me lembro com carinho desta época. Foi um desbunde total, uma loucura. Mas passou", assegura, com bom humor. Essa bagagem lhe garantiu uma visão "quase" aberta sobre a traição, por exemplo. Pular a cerca? Tudo bem, desde que o sujeito seja discreto. Em sua vida, somente um arrependimento: ter feito dois abortos.
Confira, a seguir, um papo franco com Eliane.
Algumas mulheres de 50 anos dizem que não se trocariam por duas de 25... Pensa assim também?
Eu me trocaria por duas de 25, mas com a minha cabeça de hoje (risos). Eu sofria muito na época em que tinha 25. A vida ficou mais leve com o tempo. A adolescência é quase uma tragédia, que vira drama e depois comédia (risos). É um inferno ter de decidir tudo: o homem da sua vida, a profissão, quem você é, o que quer e tudo ao mesmo tempo. Agora não preciso provar nada para ninguém. Nem para mim mesma.
Está solteira e não sente falta de alguém?
Juliana saiu de casa no início do ano e Mariana também deve, em breve, ir morar a duas quadras daqui (Ipanema, Rio de Janeiro). Talvez, quando ficar realmente sozinha, eu sinta necessidade de ter alguém. Mas continua acreditando no casamento... Acredito no homem e na mulher juntos. Sempre. Mas hoje não moraria na mesma casa. Cada um tem sua história, sua individualidade. De repente, amanhã me apaixono por um homem e desfaço tudo o que estou dizendo agora (risos).
O que destrói uma relação?
A falta de respeito. Quando isso acontece, a relação está condenada. E a intimidade acaba levando um pouco a isso, né? Tem de ser muito hábil para morar junto.
E traição?
Não destrói uma relação. E traição é um termo muito mal colocado. Seria ridículo você imaginar que vai ficar 20 anos casada com uma pessoa e que nunca vai se apaixonar por mais ninguém, nem sentir atração. É um absurdo. A gente jura amor eterno, exige isso do outro e não pode se permitir sentir isso também! Não sou a favor de um casamento aberto. Não toleraria saber e nem ver meu parceiro com olhar de desejo por outra. Mas o que ele faz da vida dele não me diz respeito, sinceramente. Que o cara seja elegante, não me deixe perceber e não faça disso um ponto de competição, como muitos casais fazem. Só isso.
Você lida tranqüilamente com um relacionamento dito "casual"?
Eu não sou de ficar. Todas as histórias que vivi e vivo têm muito afeto. Não sou de sair por aí: "Ai, lua cheia... estou subindo pelas paredes". Não tem isso comigo. Já ouvi muitas mulheres dizendo que ficam loucas, desesperadas para dar uma saidinha. Eu não sou assim.
O sexo, então, não é fundamental na sua vida?
Atualmente, não. Só quando ele vem acompanhando de uma boa dose de amor, de paixão ou de, no mínimo, uma grande afinidade. Ainda sonha com o amor ideal? Não sonho. Mas tem certo tipo de homem que não tem a menor chance comigo. Homem burro, por exemplo (risos). Para mim o cara nem precisa ser bonito...
...Já disse que um dos grandes arrependimentos da sua vida foi ter feito dois abortos.
Não penso nisso com muita freqüência, mas acho que poderia ter tido mais filhos. Se a gente pudesse reviver alguns momentos, esse com certeza eu corrigiria. Mas não me sinto culpada porque naquele momento era o que eu achava que deveria ser feito.
Os homens mais novos têm uma atração especial por você?
Tenho mais facilidade em namorar pessoas mais jovens do que mais velhas. Talvez pelo fato de os homens da minha idade se ligarem em mulheres mais novas.
Você prefere os mais jovens?
Prefiro pessoas da minha idade ou mais. Gosto de me sentir uma menininha com um cara mais velho. É gostoso ser a menina da parada (risos).
Esses olhos verdes estão sem dono. Possessivos, burros e mal-humorados, não batam na porta da atriz Eliane Giardini, 54 anos. Ah, ela mora em Ipanema e sua filha mais jovem, Mariana, 26, está prestes a sair de casa. Mas a Pérola de Eterna Magia diz que a lua cheia não a faz subir pelas paredes. Está sozinha, não é de ficar - gosta de afeto na relação - e, atualmente, sexo não é fundamental em sua vida. Príncipe encantado? Só nas lembranças da adolescência. Essa cabeça Eliana adquiriu depois de experiências como uma longa e estável relação de 22 anos com o ator Paulo Betti, 54 - que conheceu aos 17 anos, foi o seu primeiro namorado e com quem tem duas filhas, Juliana, 30, e Mariana. Depois de se separar, em 1996, ela ainda teve um romance de um ano com o ator Ernani Jr., 35, 18 anos mais jovem que Eliane. "Me lembro com carinho desta época. Foi um desbunde total, uma loucura. Mas passou", assegura, com bom humor. Essa bagagem lhe garantiu uma visão "quase" aberta sobre a traição, por exemplo. Pular a cerca? Tudo bem, desde que o sujeito seja discreto. Em sua vida, somente um arrependimento: ter feito dois abortos.
Confira, a seguir, um papo franco com Eliane.
Algumas mulheres de 50 anos dizem que não se trocariam por duas de 25... Pensa assim também?
Eu me trocaria por duas de 25, mas com a minha cabeça de hoje (risos). Eu sofria muito na época em que tinha 25. A vida ficou mais leve com o tempo. A adolescência é quase uma tragédia, que vira drama e depois comédia (risos). É um inferno ter de decidir tudo: o homem da sua vida, a profissão, quem você é, o que quer e tudo ao mesmo tempo. Agora não preciso provar nada para ninguém. Nem para mim mesma.
Está solteira e não sente falta de alguém?
Juliana saiu de casa no início do ano e Mariana também deve, em breve, ir morar a duas quadras daqui (Ipanema, Rio de Janeiro). Talvez, quando ficar realmente sozinha, eu sinta necessidade de ter alguém. Mas continua acreditando no casamento... Acredito no homem e na mulher juntos. Sempre. Mas hoje não moraria na mesma casa. Cada um tem sua história, sua individualidade. De repente, amanhã me apaixono por um homem e desfaço tudo o que estou dizendo agora (risos).
O que destrói uma relação?
A falta de respeito. Quando isso acontece, a relação está condenada. E a intimidade acaba levando um pouco a isso, né? Tem de ser muito hábil para morar junto.
E traição?
Não destrói uma relação. E traição é um termo muito mal colocado. Seria ridículo você imaginar que vai ficar 20 anos casada com uma pessoa e que nunca vai se apaixonar por mais ninguém, nem sentir atração. É um absurdo. A gente jura amor eterno, exige isso do outro e não pode se permitir sentir isso também! Não sou a favor de um casamento aberto. Não toleraria saber e nem ver meu parceiro com olhar de desejo por outra. Mas o que ele faz da vida dele não me diz respeito, sinceramente. Que o cara seja elegante, não me deixe perceber e não faça disso um ponto de competição, como muitos casais fazem. Só isso.
Você lida tranqüilamente com um relacionamento dito "casual"?
Eu não sou de ficar. Todas as histórias que vivi e vivo têm muito afeto. Não sou de sair por aí: "Ai, lua cheia... estou subindo pelas paredes". Não tem isso comigo. Já ouvi muitas mulheres dizendo que ficam loucas, desesperadas para dar uma saidinha. Eu não sou assim.
O sexo, então, não é fundamental na sua vida?
Atualmente, não. Só quando ele vem acompanhando de uma boa dose de amor, de paixão ou de, no mínimo, uma grande afinidade. Ainda sonha com o amor ideal? Não sonho. Mas tem certo tipo de homem que não tem a menor chance comigo. Homem burro, por exemplo (risos). Para mim o cara nem precisa ser bonito...
...Já disse que um dos grandes arrependimentos da sua vida foi ter feito dois abortos.
Não penso nisso com muita freqüência, mas acho que poderia ter tido mais filhos. Se a gente pudesse reviver alguns momentos, esse com certeza eu corrigiria. Mas não me sinto culpada porque naquele momento era o que eu achava que deveria ser feito.
Os homens mais novos têm uma atração especial por você?
Tenho mais facilidade em namorar pessoas mais jovens do que mais velhas. Talvez pelo fato de os homens da minha idade se ligarem em mulheres mais novas.
Você prefere os mais jovens?
Prefiro pessoas da minha idade ou mais. Gosto de me sentir uma menininha com um cara mais velho. É gostoso ser a menina da parada (risos).
Paulo Betti e Eliane Giardini prestigiam estréia de documentário no Rio

Ele foi com as filhas assistir ao documentário "Sete Dias em Burkina"Paulo Betti foi com as filhas, Mariana e Juliana, assistir ao documentário "Sete Dias em Burkina", na Casa da Gávea, Zona Sul do Rio, neste domingo, 26.
Além do ator, Eliane Giardini também foi conferir o filme, dirigo por Márcio Werneck e Carlinhos Antunes.
Eliane Giardini prestigia filha em espetáculo carioca
Eliane Giardini mostrou que é uma mãe presente e, na noite de sexta-feira (20), prestigiou o espetáculo teatral estrelado pela filha Mariana, fruto de seu relacionamento com o também ator Paulo Betti.
A peça, espécie de formatura para os alunos do curso de teatro CAL, um dos mais respeitados do Brasil, aconteceu no Teatro Glauce Rocha, no centro do Rio de Janeiro.
Eliane levou a avó, Wandir Giardini e a irmã, Juliana Giardini, e mostrou-se emocionada com a performance da filha.
A peça, espécie de formatura para os alunos do curso de teatro CAL, um dos mais respeitados do Brasil, aconteceu no Teatro Glauce Rocha, no centro do Rio de Janeiro.
Eliane levou a avó, Wandir Giardini e a irmã, Juliana Giardini, e mostrou-se emocionada com a performance da filha.
Eliane Giardini comemora aniversário em estréia teatral da filha
Mariana bem que tentou seguir uma carreira diferente da de seus pais. Cursou a faculdade de História, se formou e quando começou a buscar um lugar no mercado de trabalho, sentiu seu coração fraquejar. Não era aquela a sua vocação. Não teve como fugir e decidiu fazer um curso de teatro. Na noite do dia 20 de outubro, Mariana Betti, filha de Paulo Betti e Eliane Giardini, atuou em sua peça de formatura, na turma de alunos da Cal, renomado curso de teatro no Rio de Janeiro. “Meus pais sempre ficaram tranqüilos e me deixaram escolher o caminho. Essa profissão é muito difícil. Pretendo formar um grupo de teatro”, conta Mariana à reportagem de OFuxico. Eliane, que comemorou seu aniversário naquele dia, era a imagem da felicidade. A atriz completou 54 anos. “Que presentão! Essa é uma bela comemoração! Gosto de ver uma turma se formando, nos dá vigor, energia. Eles que tenham força! Não é fácil”, diz Eliane. A filha mais velha da atriz, Juliana, e a mãe de Eliane, Wandir, também assistiram ao espetáculo Don Juan Profissão Ator, de Moliére, no Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio. “Era inevitável que Mariana seguisse esse rumo. Fomos criadas nesse universo”, conta Juliana, que apesar de ter se formado em Geografia, investe na música. Por estar viajando, Paulo Betti não esteve na estréia da filha.
Mulher espetaculosa
Eliane Giardini vibra com o sucesso de Nazira e se prepara para brilhar hoje na Sapucaí Animadíssima, Nazira (Eliane Giardini) se requebra na avenida enquanto Mohamed (Antônio Calloni) tenta tirá-la de cima de um carro alegórico. Puro delírio da solteirona inconformada de “O clone”, claro, e a única maneira de convencer sua intérprete a desfilar no Sambódromo. Esta noite, além de Eliane Giardini, Adriana Lessa, Juliana Paes, Victor Fasano, Letícia Sabatella, Mara Manzan, Roberto Bonfim, Raul Gazzola e Jandira Martini estarão na Marquês de Sapucaí gravando, sob o comando do diretor Jayme Monjardim, cenas para a novela da Rede Globo.— Gosto de assistir, mas sou tímida para desfilar. Só mesmo na pele da Nazira! — diz Eliane, que aproveitará para realizar o sonho da mãe, Wandir, de 70 anos, e a levará para o camarote.Estrear na passarela do samba será apenas mais uma das aventuras que Eliane tem vivido desde que começou a interpretar Nazira. A diversão, conta ela, tem sido garantida.— Às vezes, já estou dando um tom exagerado a Nazira e o Jayme (Monjardim) grita: “Mais!”. Refaço a cena e ele diz: “Mais, sobe na mesa, corre para o outro lado!”. E eu vou atrás! A Nazira é louca, pode tudo.Os “cacos” ajudam a tornar as cenas mais engraçadas. Foi o que aconteceu quando Mohamed e Nazira discutiram porque ela queria fazer ginástica com Miro (Raul Gazzola).— O Calloni é louco como eu, então a gente enlouquece junto. Ele disse: “O profeta permite que as mulheres façam ginástica, mas não com o seu Miro!”. E eu respondi: “Claro, o profeta não conhecia o seu Miro!”. Podemos botar “cacos” porque temos uma base excelente, que é o texto da Glória Perez.Os muçulmanos de “O clone” vão para a avenida por mero acaso. Tavinho (Victor Fasano) lhes dará carona e os convidará para ir para sua frisa. Sem saber o que é isso e com vergonha de admitir a ignorância, o grupo vai parar num camarote do Sambódromo, onde já estará o núcleo do subúrbio.A princípio, Eliane gravaria no camarote cenas que mostrariam Nazira toda espetaculosa, deslumbrada com tantos corpos à mostra. Mas o sucesso da personagem fez com que Glória Perez optasse por botá-la para sambar, fantasiada e tudo. Eliane não acredita que a seqüência possa ofender os muçulmanos:— A Nazira só imagina que desfila; eles vão entender que é tudo mera ficção.Solteiríssima, a atriz tem se dedicado inteiramente ao trabalho. Quando não está decorando o texto ou gravando, fica imaginando o que Nazira faria, que enfeites usaria.— Estou me sentindo como Mia Farrow em “A rosa púrpura do Cairo” — diz, referindo-se ao filme em que a protagonista ia ao cinema e acabava entrando no filme. — Parece que a ficção está mais interessante que a realidade. Ou, então, sou eu que estou vivendo mais tempo na ficção! Antes de começar a gravar, enquanto não tiram as araras de roupa da minha frente, vou experimentando tudo. Fico horas amarrando os lenços.Eliane não sabia que se divertiria tanto. Quando aceitou encarnar Nazira, temeu que o público tivesse raiva dela. Mas arriscou, apostando que a dose de humor da personagem compensaria seu azedume:— Não sei se teria auto-estima para agüentar 70% do Brasil me odiando. Felizmente, as pessoas sorriem ao me ver.Os homens vão além. “Não casa se não quiser”, “Tô na fila” e outras gracinhas a perseguem onde quer que ela vá.— Estou adorando, vou passar um ano ouvindo cantadas! — brinca a atriz.
Eliane Giardini almoça com amigo em restaurante carioca

Eliane Giardini foi fotografada no Rio em um programa que seria quase impossível meses atrás, durante as gravações da novela América: almoço com um amigo em plena tarde de terça-feira (22).
A atriz chegou pouco antes das 12h30 no restaurante Celeiro, no Leblon, bairro da zona Sul carioca. Acompanhada de um amigo, ela passou cerca de uma hora e meia no local.
Eliane Giardini na caminhada contra o câncer
Eliane Giardini, a Nazira de O Clone, participou na manhã deste domingo da caminhada contra O Câncer de Mama, realizada no Ibirapuera, em São Paulo. Dalton Vigh e Daniela Scobar, também do elenco, passaram por lá e deram sua contribuição ao evento. O irreverente marcos Mion marcou presença vestido de mulher. Encarnou a personagem Shirley Raio-lazer. Engrossaram o time das celebridades Sula Miranda, Fernanda Keller, Mara Carvalho e a prefeita de São Paulo, Martha Suplicy.
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